sábado, 23 de julho de 2011
Club 27 - by Bruno Medina
O blog desta pessoa está na lista dos textos bacanas ao lado desta página.
Com a palavra Bruno Medina:
– Dá pra apagar essa luz insuportável? Fuck! Tá cedo demais pra mim… alguém aí pelo menos tem um isqueiro pra me emprestar? Ou um cigarro, porque, pra variar, acho que perdi meu maço de novo… Cara, que lugar é esse? Aliás, como deixei que me trouxessem para um pub tão caído assim? Se isso aqui é um bar, acho que prefiro a sala de convivência do rehab. Garçom?!
– Baby, nem adianta chamar, aqui não tem garçom.
– Então me diz como faço pra conseguir um whisky?
– Whisky?! Hahahahaha… não, nada de whisky por aqui também. Permita que eu me apresente: prazer, eu sou o Jimi…
– Oi Jimi, eu sou a Amy. Encantada em conhecê-lo, mas uma pena que já estou de saída. Você tem ideia de como chego ao ponto de táxi mais próximo?
– Amy, por que você não se senta e procura relaxar um pouco?
– Obrigado, mas eu realmente preciso ir, antes que a porta desse botequim de asilo esteja repleta daqueles malditos papparazzi.
– Garanto que aqui você não vai precisar se preocupar com isso, certo Janis? Aliás, Amy, essa é uma pessoa que você precisa muito conhecer. Vem aqui, Janis…
– Olá Amy, prazer, Janis! Tenho que confessar que faz um bom tempo que eu queria conversar com você, portanto espero que não se importe se eu fizer uma pergunta.
– Manda.
– E o seu próximo disco? Quero dizer, ele estava pronto, né?
– Sim, estava, mas a gravadora resolveu adiar o lançamento para depois dessa minha última internação. Sabe como é, estratégia de marketing e tal…
– Uau, um disco finalizado, Jimi, acredita?! Aposto que os executivos devem estar agora mesmo fazendo conta dos milhões adicionais que poderão ganhar com isso tudo. Sem falar que o lançamento desse disco corre sério risco de se transformar numa enorme palhaçada.
– Nem me fale. Pior do que isso é imaginar quantos babacas nesse exato momento estão se gabando por aí, “não te disse?! Não te disse?!”. No fundo tenho pena desses pobres hipócritas que se consideram guardiões da moral. Afinal, por que eles não cuidam das próprias vidas? Coitados, provavelmente vão morrer sem saber o que é uma festa de verdade…
– Jimi, do que é mesmo que a gente está falando? Definitivamente acho que preciso de um drink… mas e aqueles caras ali? Não sou grande fisionomista, mas eles me parecem, sei lá, familiares…
– Claro. Aqueles são Jim e Kurt, mas eu duvido que eles venham aqui falar com a gente nesse momento. Devem estar tendo uma daquelas conversas intermináveis. Em breve vocês se conhecerão melhor.
– Bom, já que não consegui um cigarro nem uma dose de whisky, e por enquanto não tenho como sair daqui, o que vocês sugerem para quebrar esse tédio insuportável?
– Janis, chama os caras lá. Vou pegar a guitarra, acho que tive uma grande ideia…
Creditos a Bruno Medina e seu blog.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
A verdade na internet
Quando recebi tal email fiquei um tanto que intrigado. Será que a energia necessária para estourar um milho pode realmente ser dada por celulares. Sei que nada é totalmente verdadeiro na internet, mas não posso mais utilizar esta frase após o Sr. Seu Papa começar a utilizar este meio de comunicação (sim, lembrem da infalibilidade!).
Mas, sem deboche e voltando a seriedade, mandei um email para uma monitora minha de uma cadeira sobre eletromagnetismo da faculdade. Perguntei para ela antes de pesquisar e me respondeu com um link da internet. Olha que sacanagem: http://www.wonderhowto.com/news/wonderment/pop-popcorn-with-your-cell-phone-not-0113231/ (não consegui postar o vídeo).
Depois disso, tem alguns vídeos bestas que até da pra dar algumas risadas.
Para uma leitura mais completa sobre o assunto, vão os links: http://meiobit.com/15829/o-video-falso-dos-celulares-estourando-milho-de-pipoca/ e http://www.wonderhowto.com/news/wonderment/pop-popcorn-with-your-cell-phone-not-0113231/
E para o único site da internet totalmente verdadeiro, ai vai: http://twitter.com/#!/ssbentoxvi
Abraços a todos e até mais ver...
terça-feira, 19 de julho de 2011
Um sabado (monótono) de sol e trabalho
Mas, aproveitando um cd da Cachorro Grande encontrado no armário, fui trabalhar novamente em uma Lap Steel que uma vez tentei montar. A grande idéia era fazer tal instrumento acústico, contudo, a falta de planejamento na caixa acústica e o excesso de preguiça não deixaram a mesma funcionar corretamente como deveria. Os trabalhos nesta manha foram pausados pelo fato de descobrir um rato morto em uma caixa de ferramenta antiga minha. É, não sei quantas as ferramentas que irão enferrujar com a lavagem pra limpar, mas irei perder algumas pela oxidação (esta é o preço que se paga pelo cromo-vanadium).
Continuando, comecei toda a função com o primeiro álbum da Cachorro Grande. Muito, mas muito bom: rock cru e porto alegrense. Após isso, o ápice dos trabalhos aconteceu com o “As próximas horas serão muito boas”. “Hey Amigo” e “Enquanto o trem que espero não vem” realmente honram a fama rock’n’roll que o disco leva. E por fim (e ainda bem que finalizei o serviço) tocou o “Pista Livre”. Ultimo cd que tive (que por sinal ganhei) deles e, em minha opinião, o ultimo bom dos mesmos. Mas não vem ao caso.
No final das contas, consegui um pedaço de madeira que sai um leve som da sua caixa levemente acústica. Acredito que esta bom, evoluindo desta forma com 349 anos eu conseguirei fazer um Rickenbacker 4001 perfeito. Em breve postarei um vídeo no YouTube da mesma. Podemos chamar-la de “Lep Steel vintage das pedras NO lixa”.
sábado, 16 de julho de 2011
Imagens: Deus, carros e tudo mais
Ia colocar uma imagem, mas fiquei com certo receio pelas pessoas que leem. Este é o link http://www.humorateu.com.br/ymca. Se for uma pessoa de cabeça aberta, vai lá que pode dar bastante risada (pela sátira, nenhum debate religioso) da imagem.
Geralmente os semestres acabam. Geralmente comemoramos o rock.
Este semestre foi diferente. Hoje fiquei sabendo do final precipitado de uma cadeira minha (reprovei, pois não obtive a nota mínima em uma das áreas da disciplina) e infelizmente não consegui comemorar com meus amigos o final do semestre e a volta a uma vida “normal”. Acredito e venho observando que este erro pode ser meu, pelo fato de estar me afastando de alguns amigos importantes, pelo fato dos estudos e horários inoportunos que a vida começa a te cobrar.
Mas mudando de assunto, ouvi uma frase muito boa. Já dizia a boa frase da banda de rock (quase) instrumental que “o vinho acabou e eu aqui tão a só”. Esta musica é do Gustavo Telles e Os Escolhidos, que se não me engano é o baterista da Pata de Elefante (aquela banda que todos dizem que gostam, mas quase ninguém conhece). A solidão, a meu ver, é um dos principais medos da humanidade. Essa tendência e necessidade de ser visto e estar vendo todos do mundo ao mesmo tempo pode ser uma comprovação deste medo.
Mas quem sou eu pra falar de solidão? Durante muito tempo na minha vida, participei de um grupo de jovens na igreja. Tal grupo tinha uma abrangência estadual, e uma estrutura regional muito bem organizada. Trabalhava-nos com uma idéia “anti-hierárquica”, mas com o tempo se consegue observar que tudo é meramente política. Voltando ao assunto, sempre fui um cara muito respeitado no movimento. Seja pela opinião formada, seja pela falta de opinião, ou ate mesmo pela habilidade ao tocar violão ou pelo modo de vida diferente da modinha local (que, na verdade, estas duas ultimas só achavam, pois nunca foi verdade). Sempre tive muitos conhecidos, fui muito conhecido e muitas pessoas me conheciam sem eu saber quem eram. São fases, são ciclos da vida.
Hoje tenho por perto alguns amigos que mais confio e que sempre estiveram muito perto. Alguns estão mais distantes, outros também, mas sempre tem aqueles que conseguimos ver.
Um dia depois do dia mundial do rock, leio os emails dos meus principais amigos, meus companheiros que se juntam uma vez por semana, se trancam em um estúdio e tocamos um pouco de rock até sentir o ouvido pedir um tempo. Já fui advertido pela minha namorada que ficarei surdo aos 27 anos, mas ficarei feliz pelos tempos de banda (e não ficarei surdo, eu me cuido!). O restante da vida se passa assim, lutando contra a solidão, relendo as mensagens escritas nas paginas do livro do Gabriel Garcia Marquez, vivendo com amigos, bebendo, se divertindo, comemorando o aniversário do seu Gaspar e juntando histórias para contar para os netos e para postar neste blog...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Os filhos, a música e o rock - 2
Mas o tempo passa, a vida anda e as coisas tendem a melhorar. Nesta perspectiva, dia 07 deste mês (novembro), tive o privilégio de poder pagar e ver o show de um Beatle. Certamente, meu filho terá uma sessão de introdução ao “Beatlemaniaquismo” juntamente com o comentário: “filho, ele cantou Helter Skelter para mim”. Haviam muitas crianças lá no show, pais que tiveram o imenso prazer de ver o show de um Beatle e levar seu filho junto.
Eu não posso reclamar. Meus principais amigos estavam lá. E tive o prazer de poder levar meus pais juntos. Eles não são beatlemaníacos ao ponto de necessitar deste show para viver, contudo são muito afins de novas diversões. Geralmente brinco que meus pais gostam mais dos meus amigos do que eu mesmo. Direi para meu filho: “Senta aqui guri que vou te contar uma história. Um dia teu pai, teu vô e tua vó (e talvez tua mãe também, rsrsrs) foram para o show de um Beatle (mostrarei tais fotos...)”.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Volta
Depois de um bom tempo, novamente me encontro aqui, nas linhas do computador. Diversas coisas aconteceram neste tempo, algumas boas, outras nem tanto e outras que se denominasse boa seria um rebaixamento da real importância do ocorrido.
Agora, na atual conjuntura social, pessoal, profissional e sentimental que me encontro, me vejo convidado a reativar este blog. A vida anda corrida, cheia e cada vez mais agitada, contudo, ainda existem aqueles momentos na vida em que temos que produzir na frente do computador e não temos saco pra inúmeras folhas prontas para ser digitadas em um relatório da empresa, nem para escrever emails que deveriam ser enviados e também não entendemos a matéria que temos que dissertar, deixando-a de lado para poder esclarecer dúvidas antes continuar o tal trabalho.
Acontece. Descobrimos com o tempo que a vida (além de acontecer em ciclos) sempre deixa suas surpresas e o que parece estar perfeito e inatingível de mudanças desaparece, fazendo nos quase perde o contato instantaneamente. Ou ainda, esta perfeição tão simples e sincera antes observadas por muitos, parece não fazer mais diferença quando vista diariamente ou quando ficada temporadas sem vê-la.
Com o tempo também, esta historia de blogs começa a ficar um pé no saco. Sabemos que algumas pessoas entram no blog somente para poder bisbilhotar sua vida e que muitas pessoas possuem um somente para poder colocar sua vida e ser bisbilhotada. É a grande vontade do ser humano de ser e querer saber o que não lhe pertence. Porque (desculpem, até hoje não aprendi quais os porque’s que devo usar para cada situação) programas bestas de televisão fazem sucesso somente mostrando pessoas confinadas em vivendo em um lugar? É a infinita força da ignorância (como diria um professor meu).
Quem me conhece se diverte bem mais com tais textos. Quem não me conhece, mas é um leitor assíduo, também. Falando em leitor assíduo, agradecer quem quer que seja as pessoas que estão lendo isso, pois, mesmo nestes meses em que não publiquei nada, tive uma média de 25 acessos semanais o que considero bom para um blog a alguns meses sem nenhuma publicação nova. Mas, voltando ao assunto antes citado, queria dizer que, como um cara muito romântico, com a vida me mostrando que não é tão perfeita assim, irei voltar aos braços de quem gosto muito. Em breve, te terei nos meus braços novamente, ouvindo você falar o que eu gosto de ouvir, mesmo que esteja com uma corda arrebentada e um pouco empoeirado. Afinal, gosto muito de ti: meu violão.
Obs.: Palavras citadas neste texto (tais como violão) podem ser consideradas (ou não) metáforas, personificações ou figuras de linguagem.

