quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Amanhã é sexta!!!



Mãe, não me espera pro jantar, pois não tenho hora pra chegar em casa (cerão fudido na empresa)!

hehehe

O óbvio pode não ser tão óbvio (...)

Primeiramente, não utilizo este blog para gerar nenhum tipo de polemica. Igualmente, não utilizo este blog para expressar nenhum tipo de crença religiosa, muito menos um repúdio ou aproximação da mesma. Conforme escrito ao lado, tento expressar as coisas que vejo no meu dia-a-dia de uma forma “engraçada” ou pensativa, que é o a forma que vou abordar este tópico.

Como a maioria das pessoas sabe, participei ativamente do Catolicismo até pouco tempo atrás. Hoje frequento missas com intuito de mais um aprendizado. Também, para as coisas neste tópico façam mais sentido, vale apena lembrar que dentro da igreja existe uma hierarquia eclesial, aonde nela o bispo é superior ao padre (o que contradiz todo o conceito de “comunidade” apresentando nas igrejas, nos evangelhos e na vivencia dos primeiros cristãos, mas não é para isto que estou escrevendo este tópico).

Participei boa parte da minha vida em uma comunidade na periferia da cidade que moro. Durante bom tempo, tivemos um pároco (padre da comunidade) muito bom, um exemplo na região. De tempos em tempos, o bispo deve trocar os padres de sua paróquia, afinal, eles realizam um juramento de servidão, não sendo interessante criar vinculo alem do religioso em uma região. Desta forma, tal pároco saiu da nossa paróquia e assumiu um novo padre.

Este padre novo administrou a comunidade de uma forma contestada por muitos. Na minha humilde opinião (mas como estava dentro de uma comunidade, deveria ter o mesmo peso de todas as opiniões, inclusive a do bispo) pecou em alguns detalhes administrativos (mas novamente não estamos aqui para isto). Como em todos os lugares, se uma parcela não está gostando de algo, a mesma se manifesta. Desta forma, foram feitos abaixo assinados e manifestações formais ao alto clero (quem está acima do padre) da região, sem sucesso.

Toda esta historinha contei somente para esta imagem fazer mais sentido.


Esta é uma prestação de contas da comunidade de um determinado mês. Tal prestação deve ser realizada mensalmente e fixada no mural na entrada da igreja. Contudo, todos os meses são observados um prejuízo desta magnitude. Uma igreja não deve ter lucro, mas não existe no mundo uma organização que se sustente existindo um real prejuízo constante desta forma que observamos. Posso afirmar com toda a certeza que isto é um caso extremamente pontual na igreja. Se realmente isto fosse verdade, o alto clero da região se importaria com isto (afinal, a comunidade tem que se sustentar sozinha para poder ter fundos e condições de levar seus ensinamentos para as pessoas). Aí, restam a nossa duvida e os pensamentos pairando no ar...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Coisas da universidade!

Bem, um assunto em geral polemico na roda dos amigos mas unanime é a qualidade do ensino dentro da universidade federal (no caso, do Rio Grande do Sul, a famosa UFRGS).

Mas além do seu ensino premiado, da sua caracteristica publica (não gastamos com mensalidades), temos o grande proveito de estarmos frequentando o lugar onde acontece boa parte do desenvolvimento cientifico, tecnologico e intelectual do estado e do pais. Existem diversos contras, como horários extramamente inoporturnos ao trabalho, indisponibilidade de professores e equipamentos, carga horaria exigida para estudos muito grande e tudo mais.

Mas o que me fez criar esta postagem é o fato de que tudo de surpreende, divertido e banal que jamais acharia que pudesse acontecer, se encontram nas paredes e corredores de uma universidade de tal porte. Desta vez, um anuncio sobre vendas de argumentos. Se você precisa argumentar para ganhar uma discussão e não sabe como, estas pessoas vende ideias e argumentos com orçamento grátis e envios quase que imediatos. O unico argumento é que não pode ser a favor de idéias consideradas por eles (e pela maioria da sociedade) "moralmente questionáveis". Tirando isto, está feita a festa!

Ai está, "Argumentos Sob Medida":

Com sua "breve" condição:


Aí está a imagem, localizada mais precisamente no Campus do Vale da UFRGS, setor 1, em mural do Instituto de Física, entre dois banheiros e no andar abaixo do Diretorio Academico dos Estudantes de Física (DAEF).

Vai que dá novamente!

abd 199 Bobalinks

Vai que dá!

tumblr lvc5xdvuJt1qeghdxo1 250 PUXA GATINHO!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Salve salve a todos!!!

Faz um tempo considerável que não escrevo aqui. Algumas pessoas próximas que liam tal blog e ainda acessam periodicamente procurando atualizações me pediram coisas novas, nem que seja uma frase dizendo que estou sem tempo. Obviamente, a afirmação anterior já justifica um motivo pelo qual não venho atualizando o blog.

Mas a vida anda corrida, agitada e o mundo ainda esta com diversas coisas que merecem um pequeno texto com uma interpretação pessoal desta fato um tanto “notável”.

trabalho cansadoTenho algumas imagens no meu celular que fui armazenando com coisas que merecem ser apresentadas, mais algumas coisas que não tem explicação (simplesmente se aceita) e, o que me levou a querer reativar o blog, uma visita hoje que fiz a um tabelionato (por que aquilo dá tanto dinheiro com pessoas aparentemente sem muito raciocínio lógico e sem vontade de trabalhar???).
 
Em breve teremos novos textos (assim espero, com a calmaria do serviço e antes do inicio das aulas).

Como diria o cara da gravatinha borboleta que não me lembro o nome (desculpas aos amigos que olham o programa dele): voltaremos...


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Rinocerontes voadores

Rinocerontes voadores ou uma nova versão do clássico E.T.?


Sim sim. Estas são as imagens um tanto, digamos, inusitadas que a WWF proporcionou em uma ação na África.



"A WWF transportou 19 rinocerontes negros em helicóptero. Os animais viajaram 1,5 mil km da província do Cabo Oriental até a província de Limpopo, no nordeste da África do Sul. Cada rinoceronte foi sedado e pendurado pelos tornozelos. A nova técnica de transporte é mais eficiente para locais de difícil acesso. O novo procedimento exige um menor tempo de sedação para os animais." Fonte Terra e fotos Green Renaissance / WWF / BBC Brasil.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Led, rock e velhas paixões.

Salve, salve a todos! Faz um tempo significativo que não escrevo aqui. Tento manter uma freqüência aceitável, mas hoje, durante a aula, fui relembrado o motivo de não conseguir manter tal freqüência. Estudos, trabalho e coisas a mais para fazer ocupam muito o tempo.

De qualquer forma, venho conhecendo alguns blogs semelhantes aos meus: pessoas normais escrevendo sobre seu mundo e sua forma de observá-lo. Reparei que muitas, se não a maioria, escreve exatamente o que aconteceu no seu dia. Seria algo semelhante como contar para todo o mundo o que contaria para um amigo não tão íntimo. Não sei se faço, fiz ou faria isto, mas não pretendo.

De qualquer forma, estamos na semana do Rock In Rio! Portanto viva o Rock. Tá, ok, então: viva a musica. Na duvida, viva somente as bandas legais que irão tocar. Acabei de ler no Terra que a Claudia Leite cantou Led Zeppelin no seu show para “honrar” o rock. Nem tudo ocorre da forma que esperamos: não tocara Led, não irei no Rock In Rio e acredito que fui mal na prova da semana passada.

Mas, ainda pensando em uma das melhores bandas do mundo, estava indo trabalhando, dirigindo e escutando Led, quando começou Mob Dicky. Vale apena citar que estava na Av. Farrapos quando começou o solo da bateria. Retornei para pegar a Sertório, cheguei ate a terceira perimetral e o solo somente acabou quando entrei na Dom Pedro. Interessante, baita banda e melhor ainda o solo.

Para finalizar, sem muitas coisas uteis ou novas, segue uma bela imagem. Dois músicos que admiro muito. Nando Reis, baixista por ocasião, ótimo compositor e roqueiro nato e Samuel Rosa, outro baita musico que ultimamente vem fazendo um rock muito limpo e com raízes “moodistas” com o Skank.


Os grandes detalhes são as historias nos instrumentos. Nando Reis esta sem seu violão Martin na foto, contudo, instrumento utilizado pelos melhores do mundo, talvez o melhor violão do mundo que vem fazendo historia desde Elvis. Samuel Rosa com a lendária Fender Jaguar, guitarra famosa desde os anos 60/70 e na minha opinião um dos modelos mais bonitos da Fender e das linhas americanas. E no canto, de costas, mal dando para perceber, o braço de uma Rickenbacker 4001. Baixo lindo, bonito, com timbre e historia. Ultimamente tocando poucas vezes bateria com amigos que tenho banda, estou voltando a repensar na minha paixão pelo contrabaixo.
 
 
 
 
 
PS: Não foi revisado tal texto. Desculpas por erros de português ou qualquer coisa do tipo.

sábado, 23 de julho de 2011

Club 27 - by Bruno Medina

Quando li a noticia, pensei logo em escrever um texto deste tipo. Sinceramente, não sou o melhor "apreciador" dos nomes citados neste texto, então, tomei liberdade de publicar tal texto de um músico de uma banda que muito já escutei (e escuto).

O blog desta pessoa está na lista dos textos bacanas ao lado desta página.


Com a palavra Bruno Medina:




– Dá pra apagar essa luz insuportável? Fuck! Tá cedo demais pra mim… alguém aí pelo menos tem um isqueiro pra me emprestar? Ou um cigarro, porque, pra variar, acho que perdi meu maço de novo… Cara, que lugar é esse? Aliás, como deixei que me trouxessem para um pub tão caído assim? Se isso aqui é um bar, acho que prefiro a sala de convivência do rehab. Garçom?!

– Baby, nem adianta chamar, aqui não tem garçom.

– Então me diz como faço pra conseguir um whisky?

– Whisky?! Hahahahaha… não, nada de whisky por aqui também. Permita que eu me apresente: prazer, eu sou o Jimi…

– Oi Jimi, eu sou a Amy. Encantada em conhecê-lo, mas uma pena que já estou de saída. Você tem ideia de como chego ao ponto de táxi mais próximo?

– Amy, por que você não se senta e procura relaxar um pouco?

– Obrigado, mas eu realmente preciso ir, antes que a porta desse botequim de asilo esteja repleta daqueles malditos papparazzi.

– Garanto que aqui você não vai precisar se preocupar com isso, certo Janis? Aliás, Amy, essa é uma pessoa que você precisa muito conhecer. Vem aqui, Janis…

– Olá Amy, prazer, Janis! Tenho que confessar que faz um bom tempo que eu queria conversar com você, portanto espero que não se importe se eu fizer uma pergunta.

– Manda.

– E o seu próximo disco? Quero dizer, ele estava pronto, né?

– Sim, estava, mas a gravadora resolveu adiar o lançamento para depois dessa minha última internação. Sabe como é, estratégia de marketing e tal…

– Uau, um disco finalizado, Jimi, acredita?! Aposto que os executivos devem estar agora mesmo fazendo conta dos milhões adicionais que poderão ganhar com isso tudo. Sem falar que o lançamento desse disco corre sério risco de se transformar numa enorme palhaçada.

– Nem me fale. Pior do que isso é imaginar quantos babacas nesse exato momento estão se gabando por aí, “não te disse?! Não te disse?!”. No fundo tenho pena desses pobres hipócritas que se consideram guardiões da moral. Afinal, por que eles não cuidam das próprias vidas? Coitados, provavelmente vão morrer sem saber o que é uma festa de verdade…

– Jimi, do que é mesmo que a gente está falando? Definitivamente acho que preciso de um drink… mas e aqueles caras ali? Não sou grande fisionomista, mas eles me parecem, sei lá, familiares…

– Claro. Aqueles são Jim e Kurt, mas eu duvido que eles venham aqui falar com a gente nesse momento. Devem estar tendo uma daquelas conversas intermináveis. Em breve vocês se conhecerão melhor.

– Bom, já que não consegui um cigarro nem uma dose de whisky, e por enquanto não tenho como sair daqui, o que vocês sugerem para quebrar esse tédio insuportável?

– Janis, chama os caras lá. Vou pegar a guitarra, acho que tive uma grande ideia…


Creditos a Bruno Medina e seu blog.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A verdade na internet

Primeiro, olhem este video:



Quando recebi tal email fiquei um tanto que intrigado. Será que a energia necessária para estourar um milho pode realmente ser dada por celulares. Sei que nada é totalmente verdadeiro na internet, mas não posso mais utilizar esta frase após o Sr. Seu Papa começar a utilizar este meio de comunicação (sim, lembrem da infalibilidade!).

Mas, sem deboche e voltando a seriedade, mandei um email para uma monitora minha de uma cadeira sobre eletromagnetismo da faculdade. Perguntei para ela antes de pesquisar e me respondeu com um link da internet. Olha que sacanagem: http://www.wonderhowto.com/news/wonderment/pop-popcorn-with-your-cell-phone-not-0113231/ (não consegui postar o vídeo).

Depois disso, tem alguns vídeos bestas que até da pra dar algumas risadas.



Para uma leitura mais completa sobre o assunto, vão os links: http://meiobit.com/15829/o-video-falso-dos-celulares-estourando-milho-de-pipoca/ e http://www.wonderhowto.com/news/wonderment/pop-popcorn-with-your-cell-phone-not-0113231/

E para o único site da internet totalmente verdadeiro, ai vai: http://twitter.com/#!/ssbentoxvi

Abraços a todos e até mais ver...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Um sabado (monótono) de sol e trabalho

Um sábado de sol. Nada como as férias na faculdade, sem nenhum tipo de pressão referente a trabalhos ou algum tipo de avaliação próxima. Contudo, pelo fato de ter meus amigos em sua grande maioria pertencentes a um movimento de jovens apresentando encontros semanalmente aos sábados de tarde, hoje estou ocioso, sem realmente ter o que fazer. É chato (voltando ao texto anterior) ter muitos amigos, mas não ter nenhum próximo nos momentos que precisamos. Estava extremamente com vontade de sair, passear, mesmo que fosse para os mesmos lugares de sempre (que ultimamente não estão tão sempre assim) e não consegui companhia.


Mas, aproveitando um cd da Cachorro Grande encontrado no armário, fui trabalhar novamente em uma Lap Steel que uma vez tentei montar. A grande idéia era fazer tal instrumento acústico, contudo, a falta de planejamento na caixa acústica e o excesso de preguiça não deixaram a mesma funcionar corretamente como deveria. Os trabalhos nesta manha foram pausados pelo fato de descobrir um rato morto em uma caixa de ferramenta antiga minha. É, não sei quantas as ferramentas que irão enferrujar com a lavagem pra limpar, mas irei perder algumas pela oxidação (esta é o preço que se paga pelo cromo-vanadium).

Continuando, comecei toda a função com o primeiro álbum da Cachorro Grande. Muito, mas muito bom: rock cru e porto alegrense. Após isso, o ápice dos trabalhos aconteceu com o “As próximas horas serão muito boas”. “Hey Amigo” e “Enquanto o trem que espero não vem” realmente honram a fama rock’n’roll que o disco leva. E por fim (e ainda bem que finalizei o serviço) tocou o “Pista Livre”. Ultimo cd que tive (que por sinal ganhei) deles e, em minha opinião, o ultimo bom dos mesmos. Mas não vem ao caso.

No final das contas, consegui um pedaço de madeira que sai um leve som da sua caixa levemente acústica. Acredito que esta bom, evoluindo desta forma com 349 anos eu conseguirei fazer um Rickenbacker 4001 perfeito. Em breve postarei um vídeo no YouTube da mesma. Podemos chamar-la de “Lep Steel vintage das pedras NO lixa”.

sábado, 16 de julho de 2011

Imagens: Deus, carros e tudo mais

E a grande discussão sobre Deus ainda está vigente. Existindo ou não, o amigo imaginário Binker que Dawkins tanto fala ainda existe. De qualquer forma, existem diversos sites, livros e blogs sobre tal assunto. Não sou a pessoa certa par ler sobre tal assunto. Só me divirto com as discussões que a vida por ter.

Para este menino, certamente seu Binker é bem mais legal. De qualquer forma, é só quem ele conhece nesta idade (além do seu carrinho e do motorista dentro do mesmo, que pode também até ser amigo imaginário, já que poder ser...).

Ia colocar uma imagem, mas fiquei com certo receio pelas pessoas que leem. Este é o link http://www.humorateu.com.br/ymca. Se for uma pessoa de cabeça aberta, vai lá que pode dar bastante risada (pela sátira, nenhum debate religioso) da imagem.

E por fim, o grande Carlos Ruas postou esta tirinha no blog. Melhor que uma, só duas. As perolas e os fatos de pessoas que colocam frases no carro citando o nome desta Pessoa tão divina que nos guia...





Abraços e, um pouco atrasado (novamente), VIVA O ROCK!

Geralmente os semestres acabam. Geralmente comemoramos o rock.

Geralmente nos finais de semestre da faculdade, mais precisamente no ultimo dia da aula (ou prova) costumo sair com meus amigos e celebrar a final deste ciclo de cobranças e trabalhos acadêmicos. Desde que me conheço como pessoa que aprecia rock de verdade, sem aquela explosão de estilos e gostos que nos sujeitamos na faixa dos 13 anos, geralmente comemoro sempre a semana do rock e o dia com uma ida a algum show ou evento do gênero, geralmente acontecendo gratuito em shoppings, praças e estações do trem.


Este semestre foi diferente. Hoje fiquei sabendo do final precipitado de uma cadeira minha (reprovei, pois não obtive a nota mínima em uma das áreas da disciplina) e infelizmente não consegui comemorar com meus amigos o final do semestre e a volta a uma vida “normal”. Acredito e venho observando que este erro pode ser meu, pelo fato de estar me afastando de alguns amigos importantes, pelo fato dos estudos e horários inoportunos que a vida começa a te cobrar.

Mas mudando de assunto, ouvi uma frase muito boa. Já dizia a boa frase da banda de rock (quase) instrumental que “o vinho acabou e eu aqui tão a só”. Esta musica é do Gustavo Telles e Os Escolhidos, que se não me engano é o baterista da Pata de Elefante (aquela banda que todos dizem que gostam, mas quase ninguém conhece). A solidão, a meu ver, é um dos principais medos da humanidade. Essa tendência e necessidade de ser visto e estar vendo todos do mundo ao mesmo tempo pode ser uma comprovação deste medo.

Mas quem sou eu pra falar de solidão? Durante muito tempo na minha vida, participei de um grupo de jovens na igreja. Tal grupo tinha uma abrangência estadual, e uma estrutura regional muito bem organizada. Trabalhava-nos com uma idéia “anti-hierárquica”, mas com o tempo se consegue observar que tudo é meramente política. Voltando ao assunto, sempre fui um cara muito respeitado no movimento. Seja pela opinião formada, seja pela falta de opinião, ou ate mesmo pela habilidade ao tocar violão ou pelo modo de vida diferente da modinha local (que, na verdade, estas duas ultimas só achavam, pois nunca foi verdade). Sempre tive muitos conhecidos, fui muito conhecido e muitas pessoas me conheciam sem eu saber quem eram. São fases, são ciclos da vida.

Hoje tenho por perto alguns amigos que mais confio e que sempre estiveram muito perto. Alguns estão mais distantes, outros também, mas sempre tem aqueles que conseguimos ver.

Um dia depois do dia mundial do rock, leio os emails dos meus principais amigos, meus companheiros que se juntam uma vez por semana, se trancam em um estúdio e tocamos um pouco de rock até sentir o ouvido pedir um tempo. Já fui advertido pela minha namorada que ficarei surdo aos 27 anos, mas ficarei feliz pelos tempos de banda (e não ficarei surdo, eu me cuido!). O restante da vida se passa assim, lutando contra a solidão, relendo as mensagens escritas nas paginas do livro do Gabriel Garcia Marquez, vivendo com amigos, bebendo, se divertindo, comemorando o aniversário do seu Gaspar e juntando histórias para contar para os netos e para postar neste blog...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Os filhos, a música e o rock - 2

   Hoje, conversando um amigo meu, lembrei que faz dez meses que vi o show dos Mutantes. Até este mês, este teria sido o melhor e maior show para mim que havia visto. Falava para todos que haveria de um dia colocar para meus filhos escutar um cd e falar para eles que a Rita Lee é uma bundona (“mas não contem para a mãe de vocês que falei isso dela”) e que vi tal banda tocando ao vivo, sem a Rita Lee (não fazia tanta falta) e sem o Arnaldo Baptista (nem tudo é perfeito) – mas tinha Sergio Dias e sua Regvlvs (vulgo: Guitarra de Ouro).

   Mas o tempo passa, a vida anda e as coisas tendem a melhorar. Nesta perspectiva, dia 07 deste mês (novembro), tive o privilégio de poder pagar e ver o show de um Beatle. Certamente, meu filho terá uma sessão de introdução ao “Beatlemaniaquismo” juntamente com o comentário: “filho, ele cantou Helter Skelter para mim”. Haviam muitas crianças lá no show, pais que tiveram o imenso prazer de ver o show de um Beatle e levar seu filho junto.

   Eu não posso reclamar. Meus principais amigos estavam lá. E tive o prazer de poder levar meus pais juntos. Eles não são beatlemaníacos ao ponto de necessitar deste show para viver, contudo são muito afins de novas diversões. Geralmente brinco que meus pais gostam mais dos meus amigos do que eu mesmo. Direi para meu filho: “Senta aqui guri que vou te contar uma história. Um dia teu pai, teu vô e tua vó (e talvez tua mãe também, rsrsrs) foram para o show de um Beatle (mostrarei tais fotos...)”.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Volta

Depois de um bom tempo, novamente me encontro aqui, nas linhas do computador. Diversas coisas aconteceram neste tempo, algumas boas, outras nem tanto e outras que se denominasse boa seria um rebaixamento da real importância do ocorrido.

Agora, na atual conjuntura social, pessoal, profissional e sentimental que me encontro, me vejo convidado a reativar este blog. A vida anda corrida, cheia e cada vez mais agitada, contudo, ainda existem aqueles momentos na vida em que temos que produzir na frente do computador e não temos saco pra inúmeras folhas prontas para ser digitadas em um relatório da empresa, nem para escrever emails que deveriam ser enviados e também não entendemos a matéria que temos que dissertar, deixando-a de lado para poder esclarecer dúvidas antes continuar o tal trabalho.

Acontece. Descobrimos com o tempo que a vida (além de acontecer em ciclos) sempre deixa suas surpresas e o que parece estar perfeito e inatingível de mudanças desaparece, fazendo nos quase perde o contato instantaneamente. Ou ainda, esta perfeição tão simples e sincera antes observadas por muitos, parece não fazer mais diferença quando vista diariamente ou quando ficada temporadas sem vê-la.

Com o tempo também, esta historia de blogs começa a ficar um pé no saco. Sabemos que algumas pessoas entram no blog somente para poder bisbilhotar sua vida e que muitas pessoas possuem um somente para poder colocar sua vida e ser bisbilhotada. É a grande vontade do ser humano de ser e querer saber o que não lhe pertence. Porque (desculpem, até hoje não aprendi quais os porque’s que devo usar para cada situação) programas bestas de televisão fazem sucesso somente mostrando pessoas confinadas em vivendo em um lugar? É a infinita força da ignorância (como diria um professor meu).

Quem me conhece se diverte bem mais com tais textos. Quem não me conhece, mas é um leitor assíduo, também. Falando em leitor assíduo, agradecer quem quer que seja as pessoas que estão lendo isso, pois, mesmo nestes meses em que não publiquei nada, tive uma média de 25 acessos semanais o que considero bom para um blog a alguns meses sem nenhuma publicação nova. Mas, voltando ao assunto antes citado, queria dizer que, como um cara muito romântico, com a vida me mostrando que não é tão perfeita assim, irei voltar aos braços de quem gosto muito. Em breve, te terei nos meus braços novamente, ouvindo você falar o que eu gosto de ouvir, mesmo que esteja com uma corda arrebentada e um pouco empoeirado. Afinal, gosto muito de ti: meu violão.

Obs.: Palavras citadas neste texto (tais como violão) podem ser consideradas (ou não) metáforas, personificações ou figuras de linguagem.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

"O fim das 'igrejas inventadas' se aproxima!" - Diz o pequeno pastor...

Neste mundo conturbado por conflitos existenciais, correrias urbanas crescentes, explosão demográfica no seu ápice, igrejas de todas as formas e para todos os gostos e as pessoas praticamente vendendo novamente os lugares no céu (*), observamos nos pequenos o potencial para ser o pastor que jamais o mundo ouviu falar. R. R. Soares, Edir Macedo e Silas Malafaia que se cuidem: o fim se aproxima...

Com voces, o pequeno pastor:



















* Com todo respeito, devemos pensar duas vezes antes de comprar um lugar no ceu. Olha quantas pessoas ja morreram, quantas mereceram os lugares no ceu e quantas ja compraram latifundios inteiros na epoca da inquisao. Devemos nao aceitar a conversa de qualquer um, ler todo o contrato e perguntar se aceitam o dinheiro de volta caso ja exista um inquilino no terreno.

Os fIlhos, a música e o rock

É, com o tempo envelhecemos. Isso não é ruim. Isto nos deixa mais maduros e próximos das pessoas que cremos que iremos ver durante um bom tempo de nossa vida. Observamos que nos últimos três anos não mudamos os núcleos de vivência, os amigos, os lugares para onde saímos e nem mesmo a camisa de flanela. Mudamos os assuntos. Falávamos em montar uma banda de rock, ter uma guitarra bacana e poder um dia dirigir um carro na “Free-way” ouvindo Raul Seixas. Hoje já dirigimos frequentemente trabalhando, ouvindo engarrafamentos a fora um bom e velho rock, possuímos nossas guitarras (no meu caso, tal instrumento não foi tão apaixonante como esperado...) e até planejamos o futuro de nossas vidas.

Numa dessas conversas, me vi falando com um grande amigo sobre filhos. Foi aí que bateu o estalo do amadurecimento. Nada fora de hora. Nada antecipado. E sim algo que não fica tão longe dos nossos planos de vida. Lembro da abertura do show no DVD do AC/DC, onde aparece um pai com uma criança na cacunda no show. A criança esta “equipada” com protetores auriculares e devidamente vestida com a tiarinha de chifre. E o melhor: aos seus seis ou oito anos, ela canta (ou ao menos tenta) “Stiff Uper Lip”. Um dia teremos filhos e eles serão educados com fundos musicais do bom e velho rock. Talvez, por questões egocêntricas e de desenvolvimento continuo, será sempre bom mostrar para ele quem foi e o que fez Sebastian Bach (vai que o guri se empolgue e se puxe). Tirando isso, nada como o bom e velho rock para educar. Sou filho da geração que escutava no rock brasiliense a sua voz. Meu pai deu meu primeiro cd do Raul e minha mãe falou, em outro momento, “isso é Mutantes meu filho” (após eu mostrar uma musica que escutei e havia gostado). O rock foi bom e bom ele será.

Da vida nos resta somente sonhar. Não saberemos como serão nossas vidas. Fazemos projetos, sonhamos um pouco, relacionamos bandas e músicas todos os dias, meses, períodos... Espero que, quando nascer, ainda exista a musica sem calcas coloridas no mundo e sem bundas de fora para o guri poder conhecer e gostar.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vou me redimir

São poucos, mas alguns (acho que dá até para contar nos dedos) leitores (mais amigos que leitores) estão reclamando da ausência de textos novos. Farei o máximo para conseguir viver mais, me divertir mais e, assim, conseguir carregar experiências para novas postagens.

Prometo: irei me redimir!

Abrass a todos e (no máximo) em uma semana tem mais...

Vinícius Ferreira.

A leitura e as filas de espera

Tenho os livros como principal argumento do que fazer nos momentos ociosos diários da vida urbana, tais como filas de banco, paradas de ônibus, trajetos de trem e esperas para o atendimento no dentista. Algumas vezes a leitura é profundamente atrapalhada por uma conversa constante por perto, mas o que mais desagrada (entre as interrupções literárias) é o fundo musical da espera no dentista.

No dentista que freqüento o hit era Latino. Nada muito agradável. Permaneceu neutro quando começaram a colocar Rick Martin. “Lascou” mesmo quando compraram o DVD do Sampa Crew. Sem muito respeito com quem goste deste “conjunto musical” (música aquilo?), começa errando a banda quando escolheu o nome. A partir daí foram inúmeros erros. O erro final e culminante foi ter gravado um DVD e ter chegado isso nas mãos das gurias (recepcionistas) que trocam o fundo musical. Acontece, nem tudo é perfeito.

Mas, deixando a breve critica de lado e mostrando que conseguimos observar as coisas boas nos inúmeros erros, digo que hoje, finalizando o meu tratamento de canal, estava passando na televisão da sala de espera um programa de viagens de alguma televisão fechada (fechada entende-se não aberta, por assinatura ou coisa do tipo). Bastante bom. Deixei de lado, com um certo receio, a leitura e coloquei-me a ver o tal programa. Vai saber: é uma decisão muito difícil e perigosa para seu conhecimento deixar de ler um livro e ir assistir televisão. Mas foi de bom proveito. Belo programa falando de viagens, mostrando alguns observatórios astronômicos do Havaí e o maior telescópio do mundo. Ciente que geralmente sou muito preconceituoso com o que se passa na televisão e vira moda, continuei a ver o tal canal. Começou a passar um programa mostrando jovens inteligentes (vulgo nerd’s) e algumas mulheres bonitas que podem ser equiparadas com as loiras das múltiplas piadas de mal gosto sobre a inteligência da mesma. Me impressionei quando ela respondeu que não sabia quem era Che Guevara. Foi o fim da picada: como ela não conhece um dos (se não o) maiores líderes revolucionários da América latina, estampado em diversos lugares, símbolos da luta contra o capitalismo, referencia na resistência ao Tio Sam e o maior vendedor de camisas já conhecido? Esqueci o programa que ficou cada vez mais deprimente e voltei a ler meu bom e (nem tão) velho livro.

Agora resta saber o que estará passando semana que vem na ultima consulta minha do dentista (tenho medo que piore, já que é a ultima... O que poderia ser pior? Wando? Enesita Barroso? É, não consegui achar comparativos piores...).

quarta-feira, 30 de junho de 2010

As musicas e minha vida - dia 27/06

Mais um final de dia solito a reinar, sentado na frente do computador e tendo a conversa de uma pessoa achando que é intelectual. Dia, este, que já havia me preparado mentalmente para poder beber um bom vinho Cancarone, jogar vinte e um e cantar “Oh Austrália”. Apesar de ter sido um dia bom, não consegui ter minha alegre e comunitária noite a volta de um vinho.

Está meio estranha a noite. Voltando para casa, a neblina era tão forte que em alguns pontos não se enxergava muito além de 20 metros. Ainda que o ar quente do carro não dê conta na ação de desembaraçar o vidro, podemos agradecer pela solidão ao som de Dinartes: “posso até dizer pra ela, as cores já não são mais tão belas, a porta esta sempre aberta...”. Realmente, poucas coisas se comparam ao clima e ao nível que pode atingir o pensamento quando, sozinhos, escutamos e cantamos um bom e (nem tão) velho rock.

Digamos que aprendi diversas coisas com a música. Aprendi diversas coisas com meus amigos. A televisão tentou me ensinar diversas coisas, mas nada deu muito certo. Com a televisão, aprendemos quão vulgar e fútil podem tratar o amor. Acontece. Muitos não conhecem ele e não sabem utilizá-los, fato semelhante ao que acontece no som de diversos carros de pessoas que não consegue guardar somente para ele o excesso de baboseiras contidas em uma faixa de CD. Tá, antes de me chamem de antiquado, podem ser bits (já que CDs estão - tal como foi o vinil - saindo de moda). Mas voltando ao assunto, aprendi com a música que as pequenas coisas fazem a diferença. Amigos me mostraram que quando se erra (ou não) ou não se quer fazer algo, ai que temos que fazer o que deixamos para trás. Sim mãe, te dou bromélias porque foi a única flor que escutei em letras de músicas. Meus amigos posso firmemente dizer que amo-os. Vocês mesmo que roubam plaquinhas de pizzaria, que ganham as plaquinhas de pizzarias, que almoçam sentados no chão, que falam o tempo todo de anatomia, que só falam de Raconteurs e que gostam, igualmente, de beber vinho.

Apesar de toda a bagunça do parágrafo anterior, acho que consegui ser levemente claro na dissertação. Queria mesmo ver televisão, mas, infelizmente, não tem absolutamente nada de bom para assistir. É muito bom podermos assistir um DVD do Los Hermanos quando não se passa nada de útil na TV, mas, poxa vida: depois da 12ª vez que assistimos, apesar de ótimas composições, as dancinhas do Amarante começam a ficar ridículas e irritantes.